Onde você descobre as coisas mais legais do mundo…

O Preço do Amanhã: E se o tempo fosse literalmente dinheiro?

Oi gente! Recentemente assisti a um filme que achei incrível, genial! No universo onde gira a trama de “O Preço do Amanhã”, o tempo literalmente se tornou dinheiro, moeda de troca. Quando as pessoas fazem 25 anos, simplesmente param de envelhecer…

Porém seus relógios começam a contar e quando acaba zerado, leva o indivíduo a morte. A partir dessa realidade existem as zonas de tempo, locais divididos tal como classes sociais e quanto mais tempo você tem, mais consegue podendo até mesmo se tornar imortal, enquanto isso milhares de pessoas trabalham dia e noite apenas para conseguirem ir dormir com ao menos um dia em seus relógios. Lá a luta diária era realmente viver um dia de cada vez, contando os segundos que tinham, os minutos que conseguiam e as horas que gastavam ao pagar suas contas, porém chega o dia em que um jovem chamado Will Salas recebe um grande presente de um desconhecido e decide que irá acabar com esse cruel e destrutivo sistema para, assim, fazer com que todos tenham tempo para viverem suas vidas em paz.

o-preço-do-amanha-escrito-no-jardim

O filme é muito bom, um dos melhores que pude assistir nos últimos tempos, as cenas promovem uma imersão tão grande que, quando ele acaba, é como se você precisasse olhar para o seu braço e checar quantas horas ainda tem de vida. Claramente há uma grande crítica a respeito do capitalismo, sistema de classes sociais e a grande desigualdade que há em todos os lugares do mundo. Veja com seus próprios olhos um pouco do que eu acabo de lhes contar no trailer abaixo:

E então, já assistiu ao filme? Vai assistir? Comente! Vamos conversar… 😉

Últimas matérias

4 Comentários

  1. Já faz algum tempo que vi esse filme realmente e muito bom, ler essa materia me deu vontade de ve-lo dinovo confeso que não lembrava do nome por ccausa da ateria posso procurar 😀 incrivel

  2. Algumas produções do diretor e roteirista Andew Niccol – “Gattaca”, “O show de Truman” e “O senhor das armas” – trazem discussões sobre a realidade e críticas sobre sistemas de poder que escondem seus reais interesses por trás de corrupções, desigualdades, regras sociais e burocracias. Em “O preço do amanhã”, seu novo filme, não é diferente e resgata mais uma vez esses interessantes debates, porém, infelizmente, os expõe de maneira rasa em uma ficção científica que traz o ‘tempo’ como fio condutor da trama. Em um futuro próximo, o homem conseguiu se tornar imortal. Entretanto, a imortalidade custa caro e é um luxo para poucos. As pessoas crescem e vivem naturalmente até os 25 anos. Depois disso, elas não envelhecem, mas uma contagem regressiva para a morte é acionada e exposta em forma de relógio digital no antebraço esquerdo. A única maneira de continuar vivo é adquirir tempo de vida, seja recebendo salários, doações ou roubando. O problema é que tudo é pago com o tempo, o que faz dos protagonistas (Justin Timberlake e Amanda Seyfried) correrem contra ele para atingir seus objetivos: colapsar o sistema. O tempo é o relógio da sobrevivência e, sobretudo, a moeda que sustenta uma economia capitalista inflacionada, responsável por divisões sociais fortemente demarcadas e por controlar os ‘menos favorecidos’ para evitar transtornos e superpopulação. Na primeira meia hora, Niccol desenvolve essa ideia de forma curiosa e atrativa, mas, aos poucos, parece que sua inspiração acaba e se rende a fórmulas aventurescas convencionais com soluções previsíveis que prejudicam a intelectualidade do filme. Ao invés de seguir o estilo mais ‘cabeça’ para discutir a fundo o preço da vida eterna com base no consumismo e no capitalismo, o diretor opta por apresentar os assuntos de maneira superficial e tenta surpreender o espectador com reviravoltas subversivas que nos remetem a “Robin Hood” e “Bonnie & Clyde”. Por causa disso e, também, por ter um clímax rápido e inconvincente, o longa perde o tom poético de sua premissa e se deixa levar pelos cifrões do entretenimento. Apesar da veia comercial, a produção não decepciona como cinema-pipoca. Andrew Niccol imprime ritmo ágil à película, insere bons diálogos (repletos de frases de efeito sobre o tempo) e conduz bem as perseguições gato-e-rato, ainda que algumas cenas de ação sejam tímidas. Esteticamente falando, o futurismo é discreto e realista de toques clássicos (como ‘novas roupagens’ nos figurinos e nos carros antigos) e apocalípticos, representado pela fotografia fria de tons esverdeados que valoriza locações degradadas. Ainda que dê para refletir, sem esforço algum, na exposição de sua ‘pseudoproposta’ de criticar o sistema capitalista, “O preço do amanhã” tinha tudo para figurar na prateleira de cima da ficção científica, mas tem efeito efêmero por sua falta de profundidade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *